País
É impossível parar pensar um pouco sobre o que se tem estado a passar neste cantinho à beira-mar plantado, e fazer uma retrospetiva. Acho que é importante para perceber onde estamos, e como aqui chegámos. E eu arrisco a puxar a cassete até ao início do presente século. Aos tempos em que tínhamos um governo do PS, dirigido por quem veio a ser Secretário-Geral das Nações Unidas. Ainda se lembram? Aquele que, quando confrontado com números, respondeu balbuciando uns números e fechando com um “é fazer as contas”. Entrou depois um governo de um primeiro-ministro que, assim que lhe soou que havia um emprego melhor na calha, deu o salto. Deixou-nos com outro, conhecido mais pelas presenças em eventos noturnos que outra coisa, e que não demorou a ser deposto por decisão presidencial. Convocadas eleições, o país resolveu dar maioria absoluta a um secretário-geral do PS, que dada a sua personalidade messiânica – no sentido em que se achava a última bolacha do pacote, e agradava a to...