Mais do mesmo

 O gajo laranja e o élão almíscar continuam a dominar todo o panorama noticiário global. O que fazem, o que mais irão fazer, e o que irão fazer contra isso. Parece um tsunami. 

Acho que a ideia é mesmo essa.  Bombardear tanto e de tal forma tudo e todos, por forma a que já não se saiba contra o que lutar ou se valerá a pena lutar. Este regresso ao século XVIII feito no espaço de poucas semanas é realmente avassalador. Por cá, o tempo emprega-se na discussão de como lidar com gente mal formada no parlamento. Como se essa fosse a discussão nacional que mereça ser discutida, em de ser liminarmente resolvida.

Quando se pára para pensar, sente-se um torpor estranho. Como se tivessemos sido atropelados. A vontade primária, o instinto, é de nos remetermos à reclusão, ao recolhimento. Só queremos é que nos deixem sossegados no nosso canto. E esperar que alguém faça alguma coisa em algum sítio que importe, porque onde nós estamos para nada contamos.

E não saímos disto. Mais do mesmo.

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