Revisão de fim de semana
Consegui. Sexta-feira publiquei uma coisa numa rede social (a publicação anterior deste blog) e defini que iria ficar até domingo à noite sem aceder às redes. Obviamente, não me desliguei do mundo porque há sempre uma tv algures a passar coisas em rodapé. Mas tentei elaborar sobre cada coisa.
Figura incontornável, percursor, apaixonado por poesia e por fado, muito se tem ouvido de elogios ao recém-falecido ex-presidente de um clube de futebol. Não me vou alongar sobre o que pensava sobre o senhor quando ele era vivo, pois agora, não me parece correto, nem digno para com quem dele gostava e que por estes dias chora a sua perda. Talvez mais tade me ocorra escrever algo sobre isso, mas futebol é tema que me aborrece discutir, pelo acantonamento vazio de ideias que normalmente acarreta. Que descanse em paz. Sentimentos à família e amigos.
Do outro lado do Atlântico, veio um emissário a uma conferencia de segurança em Munique discorrer mais uma série de barbaridades, as quais desta vez, obtiveram resposta. Curiosamente, perante uma resposta que colocar certos pontos no sítio certo, a reação do tipo laranja foi a de que "a liberdade de expressão está a ser violada na Europa" (não sei se citei bem, mas a ideia é esta). É imensamente interessante verificar que sempre que estes arautos alegam violação da liberdade de expressão é sempre quando são chamados à razão perante a quantidade de alarvidades inqualificáveis que dizem.
Da Ucrânia, verificamos que o desgraçado que foi chantageado pelo tipo laranja há seis anos - recordam-se do escândalo do "no collusion"? era com Zelenski - para que fizesse uma perseguição judicial ao filho do concorrente à Casa Branca, agora está entre a espada de um russo, e a parede de um americano laranja. Pelo meio, a questão é se a Europa se irá reerguer e tomar as rédeas do seu destino ou se ficará entregue aos bichos. Considerando que o nosso país mandou para lá um tipo especialista em não fazer quase nada, e desfazer cenas feitas... não sei sinceramente o que nos espera. Achei curiosa a postura da China naquela conferencia. Parece que ficaram numa postura de "estamos aqui para cooperar e ajudar" depois de demonstrar que já fazem bastante pelas organizações internacionais, como a OMS, ou a ONU mais em geral.
Fico a pensar se estamos a assistir ao renascer dos impérios do sec XIX, ou se afinal será mais antigo, algo paralelo ao império romano, mas mais a oriente. Só que o pessoal ainda não se deu conta muito bem do que já se passa no mundo, e no caso concreto com a China, o que já se tornou e até onde espalhou a sua influência.
Maria Teresa de Mascarenhas Horta Barros GOIH GOL foi uma escritora, jornalista, activista e poetisa portuguesa. Foi uma das autoras do livro Novas Cartas Portuguesas, pelo qual foi processada e julgada em 1972, ao lado de Maria Isabel Barreno e Maria Velho da Costa, uma das personalidades mais notáveis e admiráveis do nosso tempo, reconhecida defensora dos direitos das mulheres e da liberdade, numa altura em que nem sempre era fácil assumi-lo, autora de uma obra que ficará para sempre na memória de várias gerações de leitores, e que ainda há bem pouco tempo foi eleita, pela BBC, uma das “100 mulheres mais influentes e inspiradoras de todo o mundo. Lamento o seu desaparecimento, deixo os meus sentidos pêsames aos familiares e amigos, e noto que, à perda de uma figura assim da nossa cultura não seja dada 5% da atenção mediática que estão ainda a dar ao senhor que referi no início deste texto. Definidor do estado atual da nossa sociedade?
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