Defenestração

Mais uma semana que começa. Mais curta para alguns, normal para outros e, para os mais atentos, provavelmente inovadora. Sim, cheia de coisas novas a acontecer. Uma pessoa bem que tenta evitar certos temas, e quer falar de coisas mais importantes na vida. 

Repararam o por-do-sol hoje? Céu alaranjado. Não tirei nenhuma fotografia, pois estava a conduzir e podia correr mal, mas a certa altura, cruzava uma pequena ponte sobre uma via rápida, e ao longe avistei o por-do-sol. Na linha do horizonte, sobressaia a Siderurgia Nacional, e o Rio Coina a alcançar a baía do Seixal. É verdade, sou daqueles fundamentalistas que teima em considerar que a foz do Rio Coina é junto ao Alfeite e não logo ali na Siderurgia, pelo que - tanto quanto eu considero - o Seixal é banhado pelo Rio Coina. Perguntar-me-ão porquê... 

Pois bem, mais que não seja para contrabalançar uma injustiça com aquela localidade nome malfadado, e que teimam em associar a uma certa reta, onde desde há muito se pratica aquilo a que muitos chamam de "a mais velha profissão do mundo", ou que simplesmente chamo "uma vergonha para a sociedade". Purista talvez, lunático de certeza, mas o que é certa é que a dita reta não fica naquela localidade, não pertence aquela freguesia, mas sim, a uma outra, a de Paio Pires que pertence ao concelho do Seixal. Por isso, considero que o Rio Coina jaz junto à baía do Seixal. Não por qualquer base científica, mas apenas e só por este motivo. Não lhes parece bem? Têm bom remédio. Atirem pela janela. É só uma ideia. Nem polui.

Já há uns bons anos que não ando de comboio, mas se há algo que recordo é de uma inscrição em várias janelas das carruagens. 

"Não arremesse objectos pela janela"

Nunca me pareceu necessário explicação para esta mensagem. Sempre achei lógico e evidente que não se deveria atirar coisas pela janela, seja por mera poluição, ou pelo risco que possa causar onde quer que aterre. 

Passando aos assuntos sérios...

Caso não tenham dado conta, hoje tivemos granizo numas partes do país onde não é muito habitual ter mais do que umas chuvadas fortes. Hoje também, surgiram notícias de incêndios nos Estados Unidos, desta vez, no Estado da Carolina do Sul. Não foi outra vez em Los Angeles. 

Na Europa, fala-se de alívio das normas que impõem a transição energética à indústria automóvel. Com isto, a China que paulatinamente passou a liderar a indústria automóvel no ramo elétrico, irá aumentar a sua prevalência.

Bom, adiante.

O nosso país está mergulhado numa crise política, causada por uma sucessão de questões relacionadas com uma questões que me custa estar a descrever. Ilegal, imoral, ou seja lá qual for o qualificador, o certo é que há algo de muito errado. Quando ouço diversas personagens, políticas, comentadeiras, jornalisticadeiras e singelos blogueiros dissertar sobre este asssunto e ler ou ouvir coisas como "não é boa altura para eleições", ou "ninguém quer eleições", ou ainda "o povo não quer eleições" só me leva a perguntar se por acaso já atiraram a nossa democracia pela janela e ninguém deu por nada. Não havia uma posição no Estado encarregue de monitorizar o "regular funcionamento das instituições"? Recapitulando. O Governo parece estar a gerir empresas por conta própria ou da família, a Justiça está em silêncio, no Parlamento parecem discutir política como se fosse um jogo de futebol onde não se marca um único golo, mas têm grandes táticas. Se isto é um funcionamento regular, eu confesso estar muito confuso.

Lá do outro lado do Atlântico, continua a saga divisionista daquele país que outrora se fazia de exemplo para o mundo livre, e que agora parece estar a abraçar outras doutrinas. Vejo pelas diversas redes sociais as habituais diatribes, e outras manobras de arrependimento, visto que, as ameaças que o senhor de tez alaranjada não eram inócuas, e ele parece estar muito focado em cumpri-las. Em toda a sua barbárie. Será que ainda irão a tempo de dar conta do recado? Ou será que lhe irão aplicar a receita do seu velho amigo do país do Misha?

Estava a tentar dar mais uns dias antes de aqui voltar a escrever, mas passei todo o dia com esta ideia na cabeça.

Defenestração é o ato de atirar algo por uma janela. Refere-se, contudo, mais especificamente ao ato de atirar pessoas de uma janela com a intenção de assassinar ou ao caso de suicídio. O termo provém da palavra latina para janela, fenestra.

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