Tudo é relativo

O nosso planeta, apesar de nos parecer muito estável, gira a uma velocidade medida ao nível do Equador de 1.670km/h e elipse-se em torno do Sol a uma velocidade de translação de 107.000km/h. No entanto, quando nos sentamos no sofá, ou deitamos na cama, pensamos estar parados. 


Enquanto nós julgamos estar parados, há outros no outro lado do planeta que julgando que se movem depressa, afinal movem-se ainda mais depressa. É relativo.


Ch3g4? Ou como conspurcar uma democracia.

Um Deputado Miguel Arruda ,foi apanhado a roubar malas .

Um dirigente de Lisboa , Nuno Pardal, acusado de pedofilia 

Um Deputado, José Paulo Sousa, apanhado nos Açores a conduzir alcoolizado com taxa crime .

O deputado, João Ribeiro, está envolvido numa falência suspeita com dívidas ao Estado .

Pedro Frazão Deputado condenado no Tribunal de Cascais por mentir.

Pedro Pinto, líder parlamentar, terá agredido um árbitro de 18 anos num jogo de futebol com crianças.

Rui Sousa deputado , secretário geral ,empresário  foi a Tribunal de Família por não pagar pensão de alimentos de um filho criança .

João Tilly Deputado foi acusado de difamação de uma camarada fundadora do Chega tendo evitado o julgamento por ter pago 8 mil euros .

Pedro Pessanha deputado está a ser investigado por violação de uma menor. 

Cristina Rodrigues , Deputada , aguarda julgamento por , ao abandonar o PAN, ter apagado 4 mil mails.

Marcus Santos Deputado, foi preso duas vezes nos Estados Unidos por violar regras da emigração. 

Filipe de Melo deputado teve o salário penhorado por dívidas superiores a 95 mil euros.

Eduardo Teixeira deputado suspeito de assinaturas e presenças falsas.

João R Silva conselheiro nacional, dirigente em Oliveira do Hospital, acusado de crime de dano e ameaça com uma faca contra um militante do Chega.

Artur Alves professor, candidato do Chega em Arruda dos Vinhos, acusado de abuso sexual de uma aluna menor. 

Chega , Partido novo, com poucos militantes, sem ter tido oportunidade de estar no poder, está com demasiados casos de polícia. Se crescer, tiver poder, piorará a degradação do regime, se não filtrar melhor os seus apaniguados.

Este conjunto de pessoas, suspeitos destes crimes, são políticos que querem acabar com a corrupção e outros crimes, até defendem a castração para pedófilos. Nesta lista estão três suspeitos…

Não há como negar que são especialistas em criminalidade .

Esta lista foi feita com base em notícias de há duas semanas. Acho que já se juntou mais alguém.

O grão-mestre desta agremiação patrocinada por alguns elementos que se tentam manter na sombra, mas que têm imensos interesses, continua na sua senda de ignorar a realidade, lançar impropérios em todas as direções, mantendo a estratégia de vocalizar alarvidades sucessivas, para no final rematar com uma “verdade de La Palice” ou um truísmo e obter da sua legião de seguidores o famoso “vêem? Ele diz coisas certas”. O Jon Oliver no seu LastWeekTonight já explicou muito bem esta estratégia.


Do outro lado do oceano que nos banha a costa e as ilhas, temos o senhor de tez laranja a prosseguir a sua missão. Perante a incredulidade do mundo económico, aplicou as famosas tarifas, da forma que só ele e a sua tribo poderiam fazer. No mais absoluto non-sense, e com laivos cómicos de tão sem sentido que foi. Para outros, porém, torna-se evidente que muito disto não passa de mais uma jogada oportunista em prol daquilo que unicamente lhe interessa, que é o lucro imediato para si e para os seus mais próximo. Hoje mesmo (ou foi ontem?), o senhor gabou-se na sala oval que os seus amigos ali presentes fizeram milhões desde anteontem, aproveitando a oportunidade de mercado. Ou seja, assume manipulação de mercado. E não há muitos anos, algo minimamente parecido dava direito a prisão por fraude ao mercado. Mas, como dizem que vivemos novos tempos… tempos que andam a uma grande velocidade, dizem. No entanto, é tudo muito relativo.


Daquele lado do oceano, vêm também notícias que terão já feito saber juntas das nossas instituições de ensino universitário das exigências para ignorar os que chamaram de temas “woke”, ou “EDI”, sob pena de verem cortados apoios ou colaborações. O IST já terá visto cancelada uma colaboração sobre temas como o clima. Tudo isto, com o beneplácito de quem nos governa. Esses andam entretidos a tentar perpetuarem-se no poder, pelo menos por mais quatro anos, prometendo tudo e algo mais, sem que apresentem a forma como tal possa ser realmente feito. Se ainda há quem acredite nestas histórias, devem ser quem não foi afetado pela burla do IRS de 2024, onde o “jogo das percepções” falou mais alto, e onde agora surge a “conta para pagar”. Ou seja, mexeram nas tabelas de retenção na fonte de forma retroactiva, para meter mais dinheiro no bolso das pessoas mais cedo, a tempo de uma potencial queda do governo devido à não aprovação do orçamento para 2025. Como foi aprovado, o tiro saiu pela culatra, e agora têm de apostar tudo na fuga para a frente, publicitando até à exaustão a ideia de que “o povo está satisfeito com a governação”, baseando-se nos aumentos de salários dos polícias, regularização de carreiras na função pública (professores e profissionais de saúde), enquanto falhava na saúde - como é que ninguém foi responsabilizado pelas mortes devido às falhas do INEM ? - onde agora o telefone é mandatório, onde no ensino a falta de professores continua, onde os transportes públicos não têm qualquer evolução que não seja a potenciar a privatização. Aliás, uma tendência sentida em todas as áreas. Saúde à cabeça, diria eu, como a mais nefasta. Confesso o meu preconceito ideológico sobre ser fundamentalmente contra tudo o que seja “lucrar pela falta de saúde das pessoas”. É simplesmente, algo que não me parece correto. Se não conseguem gerir, demitam-se e permitam que quem sabe gerir o possa fazer adequadamente. Continuo a pensar, no entanto, que na saúde há ainda muito mais para se discutir em público, a começar pela taxa de absentismo dos médicos, e da forma como se gerem as férias e outras ausências. Ouço várias coisas que me deixam perplexo, e que me dizem ser das principais causas das falhas em períodos críticos. Parece propositado, ou irresponsável. Ou relativo.


Andei a pesquisar na internet, por curiosidade, e por ter assistido por recomendação de um familiar que acha que este grupo de comunicação social é a “última bolacha do pacote” em termos de informação. Ora vejam:


O Observador é um jornal digital português fundado em 2014, pertencente à empresa Observador On Time, S.A. A estrutura acionista do grupo é composta por diversos empresários e entidades portuguesas. Entre os principais acionistas destacam-se:

António Carrapatoso: Ex-presidente da Vodafone Portugal, detém uma participação de 9,96% através da empresa Orientempo.

António Alvim Champalimaud: Possui 6,1% das ações através da Holdaco.

Pedro de Almeida: Controla 6,05% por meio da Ardma SGPS.

João Fonseca: Detém 5,44% através da Atrium Investimentos.

Alexandre Relvas: Participa no capital através da Merino Investimentos.

Filipe de Botton: Está presente no capital através da Lusofinança.

António Viana Baptista: É um dos acionistas de referência.

João Talone: Participa através da Ribacapital.

Pedro Martinho: É também um dos acionistas.


Em outubro de 2024, a Recheio SGPS, uma subsidiária do grupo Jerónimo Martins, entrou como novo acionista do Observador, adquirindo uma participação de 4,99% após um aumento de capital de 2,4 milhões de euros.  


O conselho de administração do Observador é presidido por António Carrapatoso e inclui figuras como José Manuel Fernandes (publisher) e Rui Ramos.  


Esta diversidade de acionistas reflete a independência e a visão global do Observador, posicionando-o como um meio de comunicação digital inovador no panorama português.  


Isto é o que se obtém quando se pergunta ao CHATGPT ou à Baleia de Busca Profunda (desculpem, tinha que traduzir) o que é “O Observador”. Não é preciso ser um “Pacheco Pereira” para perceber o que aquilo é, mas poucos melhor que ele o conseguiram descrever com maior acuidade. O ódio que destilam por ali a tudo o que não seja de direita, e tudo o que articulam para desculpar a extrema-direita, seja a alta (tipo IL) seja a baixa (tipo Ch3g4). Não deixo de pensar se não haverá uma coincidência de algum daqueles nomes, com a lista dos que financiam o partido a que me referi acima… Ou, quem sabe, a forma como abordam as notícias, como as comentam ou debatem, obedeça à doutrina muito pouco independente do seu corpo accionista. Isto porque, se aquilo não dá lucro, e ainda continuam a patrocinar, há que verificar a sua independência, não é assim? Apesar de tudo, deixo essa verificação para quem ainda tenha paciência. Talvez seja relativo.


Vejo adolescentes com atitudes inacreditáveis de desrespeito para com as colegas, também adolescentes, futuras mulheres deste país. Arrisco a dizer “no meu tempo” dava direito a um valente par de estalos para ver se endireitava. Obviamente, não sou dos que afirma que “açoites” ou “castigos físicos” é que fazem falta à juventude. Quando eu era jovem, também haviam adultos a dizer coisas do género. O que eu digo é que falta acompanhamento, educação, e afirmação de valores às crianças e aos jovens da nossa sociedade. Esta sociedade entregue aos apetites dos algoritmos das redes sociais estará condenada à obscuridade e a passar muitos e grandes “maus-bocados”.  Eu costumava dizer no meu antigo emprego que se via a diferença da qualidade das pessoas quando se lhes perguntava “o que queriam ser quando forem grandes”… e quando os miúdos só dizem que “querem ser ricos” ou “querem ser famosos”, quando noutros tempos se dizia que queriam ser médicos, bombeiros, polícias, astronautas… talvez isto seja um indicador, não?


Tenho uma pessoa familiar muito próxima, cujo tempo é passado muitas vezes a ver vídeos no Youtube. Esta pessoa diz-se "anti-redes-sociais", mas no entanto vê imensos vídeos naquela plataforma - vou chamar de plataforma, para não dizer que também é uma rede social, que é o que penso que aquilo seja, mas dedicada a vídeos - e segue várias sugestões de vídeos. Ora, se esta pessoa há uns anos começou por ver vídeos com curiosidade por temas como astrologia, agora está convertida com um fervor estranho à ideia de que fomos invadidos por aliens, e que existe uma luta de poder entre um poder novo, que vai fazer renascer a humanidade das época das trevas, onde as drogas, o sexo desenfreado, o crime e a guerra proliferam, e trazer uma nova ordem mundial. Dei por mim a ouvir desta pessoa que o tipo de tez laranja lá do outro lado do oceano está a lutar por toda a humanidade e que as tarifas são uma ferramenta para colocar isto tudo no seu devido lugar. Ora, depois de perguntar em que idioma estes vídeos são, fui desde logo acusado de preconceituoso para com os brasileiros. Apesar da pergunta ter sido no sentido de ponderar a hipótese de que tenha existido algum problema de compreensão do inglês, optei por tomar aquela abordagem que se faz perante insanes sobre os quais pouco ou nada podemos fazer. Concordar e atalhar a conversa, pois tudo deve ser relativo. Eu uso um áspero e seco: "Tá bem."


É para mim quase impossível pensar se não terei usufruído nas últimas décadas de um interregno da história, onde a prosperidade e a evolução da espécie vigoram, e se fazia apanágio disso. Se foi um interregno, e agora temos de nos preparar para mais uma “Idade das trevas”, ou se afinal vai ficar “tudo bem”, não tenho como saber. Que é fonte de preocupação, disso não tenho qualquer dúvida. O meu problema é que nos tempos que correm, a maioria das pessoas tal como eu, só querem é que os deixem sobreviver em paz e em sossego, permitindo-se-nos desfrutar de um ou outro pequeno prazer na vida. Mas talvez isso seja relativo.

Antes que um meteorito resolva se meter no caminho do nosso planeta e o choque a alta velocidade altere tudo de novo. Para recomeçar do zero. Ou algo relativo.


Fiquem bem. Cuidem-se.

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